Músicas


Azia

Toma tua cerveja logo de manhã
Cuidado com a costela
Cuidado com a rabada
Cuidado com o coração

Entra a tarde
Farofa de azeitonas
Cuidado com o pudim de leite
Cuidado com o tira teima
Cuidado com a torta de palmito

O atrito interno queima
Agonia em lava
Dia após dia, ia e voltava

Azia
Lararaiá

Ponche muito doce ao cair do dia
Biscoitinhos recheados
Salgadinhos variados
Um pão e a azia

Depois da Ciesta
Segue um doce de Ambrósia
Alquimia bizurada
Eita fogueira desvairada
Será essa a combustão espontânea humana tão falada
Agonia em lava
Dia após dia ia e voltava

Azia





Gosto que me enrosco
(Sinhô)

Não se deve amar sem ser amado
É melhor morrer cruscificado
Deus nos livre das mulheres de hoje em dia
Desprezam o homem só por causa da orgia

Gosto que me enrosco de ouvir dizer
Que a parte mais fraca é a mulher
Mas o homem, com toda a fortaleza
Desce da nobreza e faz o que ela quer

Dizem que a mulher é a parte fraca
Nisso é que eu não posso acreditar
Entre beijos e abraços e carinhos
O homem não tendo é bem capaz de roubar

Gosto que me enrosco de ouvir dizer
Que a parte mais fraca é a mulher
Mas o homem, com toda a fortaleza
Desce da nobreza e faz o que ela quer




Minha véia

Tô de olho nessa "véia",
Há trinta anos olho ela,
Quero ela.

Já fui casado, enrolado,
Viúvo e divorciado,

Mas nunca perdi
A mania de seguí-la pela rua
Nunca tive medo
De dizer que eu sempre quis
Te chamar de minha "véia"
Fazer amor contigo, minha "véia"
Veranear na ilha, minha "véia"
Morrer "garrado" em minha "véia"

Desde o meu primeiro grau
Quero te agarrar
E o tempo foi passando, foi passando,
E eu fui me preocupando
Eu vou explodir,
Se eu não te chamar de minha "véia"
Fazer amor contigo, minha "véia"
Veranear na ilha, minha "véia"
Morrer apertando a minha "véia"

"Preu" te chamar de minha "véia"
Fazer amor contigo, minha "véia"
Veranear na ilha, minha "véia"
Morrer "garrado" em minha "véia"





O amor é velho-menina
(Tom Zé)

O amor é velho, velho, velho
e menina
O amor é trilha
de lençóis e culpa
medo e maravilha

O tempo a vida lida
andam pelo chão,
o amor aeroplanos
O amor zomba dos anos,
o amor anda nos tangos,
no rastro dos ciganos,
no vão dos oceanos

O amor é poço
onde se despejam
lixo e brilhantes:
orações, sacrifícios, traições





Vida de casal

Somos peças de um sushi,
Peças de um jogo atrevido,
Te como crua,
Vem me comer cozido,

No mundo animal,
Ninguém é de ninguém
Mas depois do jantar
Eu quero ser de alguém

A dieta ideal
É comer bem e mal
É ter vida de casal

Você é mosca na coxinha
Sou a azeitona na empada
Fale e coma
Não fique entalada

Nós somos croquetes,
Qualquer um pode comer
Nós somos baguetes,
Espremidos no prazer

A dieta ideal
É comer bem e mal
É ter vida de casal





Interesseira

Me descobri num caminhão,
em busca de uma louca
com o nome de Cristina,
Pra dividir o meu colchão,
Pra amar, pra casar
ou pra fazê-la cafetina
Me percebi no plano astral
E hoje eu sou mosca varejeira
Na sucção ousada surreal
Futucando uma lixeira que é você
Meu bem.

Pode me chamar de gostoso,
louco ardente, mulherengo
Você tentou me trair
com a torcida do flamengo
Pode se arrastar gritando
Por que eu não vou dividir
Minha mega-sena com você
Interesseira

Quando pobre eu era só
Ninguém tinha compaixão,
Só a lama me queria
Hoje Cristina voltou pra mim
E atrás dela a multidão,
A humanidade é agonia
Me reciclei, me comportei,
não me permito mais amar
Interesseiras vão ter mais de cem,
O que Cristina quer me dar
eu vou comprar

Pode me chamar de gostoso,
louco ardente, mulherengo
Você tentou me trair
com a torcida do flamengo
Pode se arrastar gritando
Por que eu não vou dividir
Minha mega-sena com você
Interesseira





Amor de folheado

Agora eu amo folheado
Suas folhas
Seus poemas
Derretendo em minha língua
Seus recheios
Seus problemas

Troquei salteias e coxinhas
Pelas folhas molhadinhas
Agora assumo esse pecado
Viciei em folheado

É amor demais
Sem fermentos e aditivos
Sem tensões nem traições
E amor demais
Nutritivo
Duradouro
Com gasosos e cafés
Amor demais

Que maravilha te comer
Todo dia nas merendas
É a tua companhia que dá fome as minhas lendas
Eu voto contra os croissants
Que tentaram mas falharam

Tuas folhas como um livro
Pouco pouco me ensinaram

É amor demais
Sem fermentos e aditivos
Sem tensões nem traições
E amor demais
Nutritivo
Duradouro
Com gasosos e cafés
Amor demais



Chupão
(Cifrada)

A D E A
Sobe e desce, desce e sobe
A7
Esse ano eu vou curtir atôa
D
Pois a vida continua boa
D7
Não tem nada melhor que sair
G Em A7
Por aí petiscando, mariscando de montão
D G
E pedindo um chupão

Me dá, me dá, me dá...
Dá mais uma colada
A7 D G
Não quero bitoca, quero boca molhada
Me dá, me dá. Me dá...
A7
Dá mais um chupão
D G
Não me deixa na mão
A D E A
Entra a noite, sai o dia
A7
E na rua, a multidão de bocas
D
É por isso minha alegria!
D7 Não tem nada melhor que pedir
G
Um beijão demorado
Em A7
Fecha os olhos e confia
D G
No melhor chupão da Bahia
Me dá, me dá, me dá...
Dá mais uma colada
A7 D G
Não quero bitoca, quero boca molhada
Me dá, me dá, me dá...
Dá mais um chupão
D G
Não me deixa na mão




Alan Aline

Nossa pele é massa,
É massa, pode crer.
Nosso mundo é massa, vem ver.
Corpos sapecados, por insenso e vela,
Dois corpos mutilados, o meu e o dela.

Alan dominador e Aline submissa,
Juntos praticando fantasias.
Alan é a comida, e Aline o apetite
Pra quem é livre e se permite.

Nossa forma é bruta,
Sarrasqueira e diluente,
Com a bituca debiata onde fica a tua mente.
E quando amanhecer,
Quero te deixar coontente,
Um sorriso a mais na boca,
Uma saliva diferente.

Alan dominador e Aline submissa,
Juntos praticando fantasias.
Alan é a comida, e Aline o apetite
Pra quem é livre e se permite.

Longe do limite,
Longe da Moral,
Longe das estéticas,
Longe do normal,
É lindo esse casal.
É lindo esse casal.

É Alan dominador e Aline submissa,
Juntos praticando as fantasias.
Alan é a comida, e Aline o apetite
Pra quem é livre e se permite





Acabou

Ao invés de sofrer, de chorar
Eu resolvi me esvaziar
Saia daqui, não me obrigue a querer discutir
Ao invés de mentir, de enganar
Eu proferi meu blá blá blá
Não quis ouvir
Ó eu de novo a querer repetir

Acabou, acabou
Perdemos tempo, é isso aí
Não deu em nada, é isso aí
Que coisa horrível, é isso aí

Ao invés de grunir, de agir
Eu fui dormir, fui relaxar
Não te agredi, não te obriguei a assistir o Didi
Ao invez de quebrar, de melar
Eu resolvi me adaptar
Finalmente o fim
Agonias pra longe de mim

Acabou, acabou, acabou
Perdemos tempo, é isso aí
Não deu em nada, é isso aí
Que coisa horrível, é isso aí

Laiálaiálaê laiê aê aê
Acabou




Açougueiro

Me faça de bife
Vou servir de consolo
Me tempere com seu molho e depois
Me asse no forno do amor...

Me sirva pra quem quiser
Pode lamber meu pé
As descaradas se embriagarão
Minha carne comerão...

Me chamam de açougueiro, eu sei
O que é que eu posso fazer
Gosto de carne peregrina
Tenho um açougue ali em Amaralina
E bebo doses ordinárias de Wiski Red Label!!

Canivete e navalha, faca ou facão
A carne inteira grita
Quando eu meto a mão
Açougueiro é minha profissão
E eu adoro, eu adoro, ai!!




A dama de ouro
(Composição: Maciel Melo)

Quando eu te vejo
Eu fico torto
Eu fico e penso
Meu amor é tão imenso
Cada vez aumenta mais

Sou o rei de espada
Tô esperando seu jogo
Meu amor pegando fogo
E você escondendo ás

Tu és a dama de ouro que eu preciso
Meu coração indeciso
Fica pra lá e pra cá

E nesse jogo só o meu é que apanha
Toda vez que você ganha
Você vem me maltratar

Ó dama de ouro
Pega o rei de espada
Dê essa cartada e depois venha me buscar
Solta esse valete
Venha desmarcada
O meu amor estará sempre a lhe esperar





Enclausurados

Te darei o necessário
Lhe darei férias compridas
Teremos alguma reserva
Para aturar as nossas vidas
Por favor, não diga não

Fique comigo trancada
Distante do mundo
Sedada de dengo

Fique comigo largada
No meio da sala
Me olhando insone
Não, não atenda o telefone

Criaremos nossos vícios
Criaremos nossas mágoas
Criaremos nossas neuras
e nossas raivas

Criaremos nossos dias
Criaremos nossa sorte
Criaremos nossa vida
e nossa morte

Só nós dois e o confronto
De não procurar saída
Só nós dois e a certeza
Das vontades permitidas
Por favor, não diga não

Fique comigo trancada
Distante do mundo
Sedada de dengo

Fique comigo largada
No meio da sala
Me olhando insone
Não, não atenda o telefone

Criaremos nossos vícios
Criaremos nossas mágoas
Criaremos nossas neuras
e nossas raivas

Criaremos nossos dias
Criaremos nossa sorte
Criaremos a nossa vida
e a nossa morte

Enclausurados, aaah...
Enclausurados, aaah...
Enclausurados, aaah...





O buraco fundo

Eu fui no brega, no brega de Lurdão
Lá tinha de tudo, mulheres de montão,
Briguei de murro com todo mundo,
Pra obter a dama do buraco fundo

O buraco fundo, é escuro e perigoso,
O buraco fundo, é quentinho e tão gostoso
O buraco fundo, é escuro e perigoso,
O buraco fundo, é quentinho e tão gostoso

Na rua do buraco, umbigo do mundo
Fica o internacional brega do buraco fundo
Cheguei meio enraivado, achando tudo imundo
Aí fui me acostumando até paguei pra todo mundo

O buraco fundo, é escuro e perigoso,
O buraco fundo, é quentinho e tão gostoso
O buraco fundo, é escuro e perigoso,
O buraco fundo, é quentinho e tão gostoso

É tão gostoso, é tão gostoso, esse lugar
É tão gostoso, é tão gostoso, é natural
É tão gostoso, é tão gostoso, esse lugar
É tão gostoso, é tão gostoso, é natural





Lençol de casal

De agora em diante não quero teu tédio
No meio, no fundo, no centro...
gozar é o remédio

Pára de fingir que é santa
Que é boa!
Pára de fingir que aceita a divisão de bens
Pára! Pára!
Eu só quero meu lençol de casal,
O resto fica com você!
Eu só quero meu lençol de casal,
Burocracia é com você!
Eu só quero meu lençol de casal,
Armas de fogo é com você!

Parece loucura brigar por lençol,
Mas esse foi costurado por minha tia mongol

Pára de fingir que é santa!
Que é boa!
Pára de fingir que aceita a divisão de bens
Pára! Pára!
Eu só quero meu lençol de casal,
O resto fica com você!
Eu só quero meu lençol de casal,
Burocracia é com você!
Eu só quero meu lençol de casal,
Armas de fogo é com você!




Ousadia no fundo do mar

Depois que estupraram o siri,
Só rola ousadia no fundo do mar
A crustácia jovenzinha,
Já se prostitui dentro da moca da sardinha

E é ovo na ova,

E é polvo na pova,
É moreia na moreia!

Os policiais moluscos
Tentaram conter a profusão sexual

É salmão na salmoa,
É piá no piau,
É bacanal no bacalhau!

Depois que mexeram na enguia,
Só rola ousadia no fundo do mar
A lagosta, obscena,
Acorrentou as piabas e obrigou-as a transar
E é rio no mar,
E caçá no cação,
É surubim no surubão!

As agulhas e os sururus
Promoveram extâse na praça principal

É corá no coral,
É pitá no pitú,
É baiacu no baiacu!

Depois que chocaram a enguia,
Só rola ousadia...
Só rola ousadia...
Só rola ousadia...

No fundo do mar...





Noite de motel

69 de manhã
linguas loucas de tardinha
ela só de sutiã
e eu cheirando sua calcinha

O gerente do motel
nos pediu para sair
eu gritei lua de mel
e ele deixou prosseguir

Noite de motel
era caro demais
eu não pude pagar
Noite de Motel
aceitaram cartões
eu paguei com Credicard

Essa cama de nós dois
sacudindo de alegria
os pecados mais profundos
fez unir nossos dois mundos

Mas ainda temos força
pra inventar descaração
fecha logo essa cortina
pois o sol tira o tesão

Noite de motel
era caro demais
eu não pude pagar
Noite de Motel
aceitaram cartões
eu paguei com Credicard





Soraya Queimada

Eu queria um lança-chamas
Eu queria ter uma fogueira
Eu queria ter somente um fósforo
Eu queria ter uma vela acesa
Pra queimar Soraya
Pra ver torrar seu coro
Pra deixar seu rosto exposto ao sol

E depois de meia noite Soraya vai voltar
Ela vem toda queimada se vingar
Se vingar

Eu quero ver Soraya queimada
Soraya Queimada
Porque Soraya me queimou
Eu quero ver Soraya queimada
Soraya queimada
Porque Soraya me queimou

Eu queria ácido sulfúrico
E um litro de álcool tubarão
Eu queria uma tocha iluminada
Pra deixar Soraya igual carvão

E depois de meia noite Soraya vai voltar
Ela vem toda queimada se vingar
Se vingar

Eu quero ver Soraya queimada
Soraya Queimada
Porque Soraya me queimou
Eu quero ver Soraya queimada
Soraya queimada
Porque Soraya me queimou





Suando e salivando

Abusa de mim,
Se mostra,
Joga comidas em mim,
(Eu também vou sem comida)
Das mais temperadas,
(Aaaah...)
Doces ou salgadas,
Línguas do Sol, do suor
(E a gente fica doce, aahh...)
Coando e bebendo melhor
(O mel que Deus nos trouxe)

Vou te comer,
vou te beber,
Vou te acochar delirando
(Vem me comer,
vem me beber,
suando e salivando)

(Salivaaando...)





Inteiro e melhor

Dentro do meu violão estão
Teu coração e o meu
E quando eu toco, lembro: já é bom
Mas se você quiser lembrar comigo
Eu estarei inteiro e melhor
Eu estarei mais sol e menos dó

Daí enchê-la de canções não custaria
Pontuar tuas ações com poesia
Só de falar
Já sinto uma alegria

Dentro do meu coração estão
Anseios poeiris
Mas quando eu toco, lembro, foi por um triz
Mas se você quiser lembrarr de novo
Eu estarei voltado para o amor
Eu estarei velando o teu humor

Daí enchê-la de canções,
não custaria
Pontuar tuas ações com poesia
Só de pensar
Já rola uma alegria



Cozido

Cozido,
Esse nome é demais!
Vasculha as lacunas da mente
onde o quente permeia,
passeia o pirão passeia

Amor,
Esse nome é demais!
Derruba as muralhas da mente
onde a gente permeia,
passeia o arroz passeia

Raízes, folhas,
Legumes e ervas
Detonando a matriz da nossa química
Isso faz sentido

Depois do cozido vem o amor,
Depois do amor vem o cozido
Depois do cozido vem o amor,
Depois do amor vem o cozido

Saborosa comida
Enormes viçosos de carne
Onde o caldo permeia, passeia o tesão passeia

Amor,
Esse nome é demais,
Enormes lagoas de sede,
Quem cede permeia, passeia o tesão,passeia

Raízes, folhas,
Legumes e ervas
Detonando a matriz da nossa química
Isso faz sentido

Depois do cozido vem o amor,
Depois do amor vem o cozido
Depois do cozido vem o amor,
Depois do amor vem o cozido



Urubu Rei

Urubu rei só que filé
Ele só que filé quando voa baixo
Embaixo da saia das moças
Que quer bicar
Mas nenhuma moça viva que dexar

Urubu rei
Urubu rei só que filé
Ninguém acreita
Quando rola 1umenterro de mulher bonita
Ele desce correendo do ceu pra comer a marmita

Ele é rei
Capitão dos 7 ares
É o primeiro a merendar
Ele é rei
Olhar de gavião e 1 excenlente paladar
Ele é rei
No sertão ele é sobrenatural
Cuidado
Ele vai, vai, vai
Pinicar teu bacalhau


A toca do amante

Vem, fecha a porta e fique bem
Venha conhecer o cafofo
É pequeno mas cabe você
Teu cônjuge aqui não vai te ver
É nosso esconderijo fofo hei, hei, hei!

Tem uma cama, tem um mega banheiro
Tem um sofá e um frigobar
Use o armário, use a TV
Use o vídeo cassete, pode me usar...
A toca do amante é coisa fina
Espaço de sonho e de amor
A toca do amante é purpurina
Um mundo sem guerra e sem dor

Bem, tudo tende a melhorar
Sem o medo de não te encontrar
Com disfarces não se sonha
Tenho dia e hora pra te amar
Em nosso canto sem vergonha

Tem um chuveiro, tem uma hidromassagem
Tem uma lareira e uma camareira
Use a piscina, use o teto solar
Use o cd player, pode me usar...liga o som...

A toca do amante é coisa fina
Espaço de sonho e de amor
A toca do amante é purpurina
Um mundo sem guerra e sem dor




Brega de Leila

"Leila era uma mulher triste,
Um dia ela olhou para o céu e disse:
- Meu Deus! Eu sou virgem!
Será uma maldição? 48 anos - e virgem!


A tristeza tomou conta daquela pobre mulher,
Mas no dia seguinte ela foi ao banco
E tirou todos os investimentos.
Aí sim, ela sofreu até então.
Mas a partir daí realizou seu grande sonho..."

Leila abriu um brega
E contratou 15 meninas
O brega ficou famoso;
Vinha gente das colinas.

Hoje o brega de Leila
Tem, tem muita orgia!
Hoje o brega de Leila é
O lugar que eu queria!

Leila enriqueceu no brega,
Hoje tem 19 filiais
E todas são muito legais!

Hoje o brega de Leila
Tem, tem muita orgia!
Hoje o brega de Leila é
O lugar que eu queria!

Leila enriqueceu no brega,
Hoje tem 19 filiais
E todas são muito legais




Hino de Louvor às Raspadas (Raspadinha)

Eu vou te emprestar o meu Presto barba
Pois quero te ver raspada
Eu só quero raspada

Só quero raspadinha, meu bem
Se você quiser eu raspo também

Raspe logo o matagal
Pra livrar a área
Eu só quero raspada

Só quero raspadinha, meu bem
Se você quiser eu raspo também

Isso é coisa de cigana
Você tá parecendo Claudia Ohana
Tira a palha da cabana
E deixa o sol entrar

Só quero raspadinha, meu bem
Se você quiser eu raspo também




Mirabel

Mirabel recusa o recheio
Mirabel se descasca agoniado
Mirabel só aceita amanteigado
Mirabel acha Cream Cracker ultrapassado

Inventei de abrir o alumínio da embalagem
Pra dar fim à agonia, pra definir a merenda do dia
Tolo fui eu
Mirabel se revoltou e chamou sua amiga bolacha Maria
De repente estava ali perdido, cercado num mundo bizarro
Me amarro em biscoito

Os biscoitos me agrediram, tomaram conta da minha cozinha
Se uniram aos recheados
Pediram ajuda à broa e a empadinha
E ao croquete da vizinha
E eles estavam em grande número
E eu era um

Corri pra prateleira e peguei um envelope de Tang laranja
Os biscoitos se excitaram
E começaram a gemer
A suar, a temer, a enlouquecer
Saíram correndo, saíram gritando
Só sobrou Mirabel... só sobrou mirabel

Mirabel perdeu o recheio
Mirabel descacou agoniado
Mirabel se despediu do amanteigado
Mirabel morreu, morreu, morreu... molhado





Vou queimar teu peito com isqueiro

Eu não sou cientista
sou um sadomasoquista
adoro cordas e correntes
roupas de couro são mais quentes
encontramos o prazer
na arte de sofrer

Vou queimar teu peito com isqueiro
(sobe chama sobe chama)
dos prazeres esse é o primeiro
(sobe chama sobe chama)

Chicotada é natural
é o prazer inicial e é normal
estou ficando apaixonado
pelo cheiro do teu peito queimado
encontramos o prazer
na arte de sofrer

Vou queimar teu peito com isqueiro
(sobe chama sobe chama)
dos prazeres esse é o primeiro
(sobe chama sobe chama)