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Aquele que ama O amante é aquele que ama Que pode, que pede, E que deve ser o dono da cama Quando geme a madrugada O amante ama Quando a censura e a moral se afastam O amante ama Quando o álcool inviabiliza o contato físico O amante ama O amante treme, o amante chama, O amante é chama, Até que a chama se apague O amante é aquele que ganha Que lanha, que arranha, Que açanha, que é uma aranha Que possui uma sede tamanha Quando brigam os amancebos, O amante ganha Quando a miséria toma conta de tudo, O amante ganha Quando a aliança escravisa demais, O amante ganha O amante bate, o amante apanha O amante me apanha, Até que a aranha goza Vai agora visitar o teu amante Vai se vestir de bacante Vai fazer um filme Vai pirar no roteiro Vai tranmutar tua própria trama Morto é aquele que pára Vivo é aquele que ama |
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Duto do verbo O absurdo duto do verbo canaleta por onde escoam águas, fezes, frustações e palavras a um forte golpe de sol seca o fluxo, racha o cimento ai cai a tempestade do texto tudo vira nada quando tange o entendimento |
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Não quero ser drink!
A prova de fogo é conseguir ser água uma vez água vou me fechar o inverno todo e virar gelo, e uma vez gelo, vou carregar essa cruz pesada, derreter o teu álcool grosso , tua intemperança descarada, como foi exótico o passeio à ilha, fui wisque em caixa prego, blod Mary na penha, conhaque em Berlinque, aí você diz que não quer ser minha e eu digo : não quero ser drinque. |
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Poema, Seja o meu lençol
O álito roça o dente, o dente roça o pêlo, O pêlo roça a pele, a pele roça o corpo, O corpo roça a alma e a alma roça o mundo E esse negócio de alma na alma é profundo É o "tete no tete"... Debaixo da Lua, da noite, do Sol, da manhã, da bomba Nuclear Eu só quero um amor e um lençol... O mundo pode acabar! (...) |
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O jogo perde do amor Já causa dano o estágio seco, nos estágios seguintes é umidade ou sorte começa o jogo do amor! Brincando de bulir mistura bolas e por que não, ai, sou uma bola! Rumo às caçapas, rumo aos danos bons e a ruindade primitiva das bolas, ora bolas, ora cubos, na hora h as coisas viram pedras e doem a vida ao pisar É no sinuca cigano que o suor se perde que a gente não perde ninguém ganha sem dor De volta às caçapas, e a bola rola por cima das farpas, o jogo perde do amor |
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Minotaura Toda suja Melada de uma arrogância besta Aos 12 usou sutiã Aos 15 criou poodles Aos 18 ficou alcoolatra Aos 20 matou a mãe Deus à acompanhe antes que o diabo a encha de álcool Seu corpo é constituido por material inflamável Não é bonita Não se relaciona Não é amável Foge do destino como uma bruxa na fogueira Geladeira vazia de comida Comida vazia de calor Calor vazio de calor Fugir do calor é o seu segredo Antes do homem veio o mundo Antes do mundo veio o fogo Antes do fogo veio o medo Queima! |
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Amor de montar Translúcidas camadas tórridas , sobrepostas , textuais, untadas com a manteiga das horas, flambadas em fogo altíssimo, é o calor dos tempos! Amor de montar: Máquina de gasolina e tempo, quando vê ascendeu , já somos , e encurta a estrada escura Amor de montar: Delícia dos instantes pífios, quando prova já é , já está e é a melhor das comidas terrenas Amor de montar: Desmontador dos tempos, quando vê já foi , já fez eu só peço uma coisa meu Deus um amor de cada vez! |
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Relato de insatisfação Pedi coxinha , tive empada, pedi joelho , tive quibe, pedi suco , tive água, pedi doce , tive salgado e ainda comi um dobrado Na dobradinha um arroz, no japonês um feijão, a feijoada é sem grão, a salada é sem graça, pedi cerveja , tive cachaça, pedi queijo , tive ricota, pedi inteiro e você corta aí realmente eu não como mais nada! A guacamole tá muito dura, a torta tá muito certa, a conta sumiu na treva, eu chamo e você nem olha, eu pago e você nem leva |